Publicado por: Aline Ioavasso em: Janeiro 12, 2009

Acho que foram mais de 10 as vezes que assisti ao filme Dança Comigo com o “bonitão” (apelido muito justo que minha mãe deu ao Richard Gere). Este, com certeza, é um dos meus filmes favoritos e o primeiro na lista de “filmes de dança”. Desde a primeira vez que o assisti, um desejo de aprender dança de salão surgiu em mim e creceu cada vez que eu assistia ao filme. Pena tudo isso ter ficado só no “desejo”.
Ainda hoje nutro certo gosto ela dança. Quando penso em uma forma de me tornar menos sedentária esta é a alternativa que mais me agrada.
Neste sábado fomos ao centro de Caraguá para comer pastel (já é tradição da família), só que não tinha mais pastel. Em compensação, na pracinha dos “véios” estava rolando um show no coreto com uma bandinha simpática de chorinho que não tocava só choro, e, como é de costume, alguns casais de velhinhos dançando na frente da platéia. Essas senhoras e senhores se divertem ali, botando qualquer jovem no chinelo.
Um casal em especial me chamou a atenção. Ambos traziam nos cabelos branquinhos (no-tinturas) e nas rugas muita experiência e simpatia. Eles foram o centro das atenções na pista de dança. Olhando aquele casal de velhinhos lembrei daquela frase que a Jennifer Lopez diz pro bonitão depois da cena da dança de tango (foto acima): “Fique vivo assim … (respira ofegante) fique vivo assim amanhã”. “Eles continuam realmente vivos como um dia foram” pensei.
Será que nossa geração, quando chegarmos na melhor idade, também permanecerá viva assim? Imaginei então o que seria tocado nos coretos quando formos velhinhos, e uma cena horrível me assombrou. Um velhinho cantando “crrrrrrrrééuu” e umas velhinhas tentando mecher a bundinha com os seus joelhos remáticos e as dores na coluna.
“É, nossa geração está perdida!” pensei.